Victor di Marco recebe o prêmio de Melhor Ator Premère Brasil (Filme London) – Festival do Rio 2026 – Cerimônia de premiação – Cine Odeon. Foto Crédito: Christian Rodrigues/Divulgação.
Dois filmes premiados no Festival do Rio 2026 devem chegar a novas telas depois do evento: Maria Vitória, de Mário Patrocínio, mais votado pelo público na Mostra Expectativa, recebeu o Prêmio Aquisição TV Globo, e Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo, melhor filme da Première Latina pelo voto popular, ganhou o Prêmio Aquisição Telecine, que, segundo a organização, garante uma janela de distribuição. O material divulgado não informa datas, formatos de exibição nem valores.
Os principais troféus da Première Brasil foram para A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, melhor longa de ficção, e Elza, de Eryk Rocha, melhor documentário. A cerimônia de encerramento da 28ª edição ocorreu no Cine Odeon, no Centro do Rio, e foi apresentada por Vanessa Giácomo e Rafael Infante.
Mais de 100 filmes
O festival exibiu 101 filmes brasileiros, entre longas e curtas, dos quais 45 disputaram as mostras competitivas oficiais. A organização também informou que o evento recebeu mais de 150 mil pessoas. O público votou em cinco categorias: melhor ficção e melhor documentário da Première Brasil e melhor filme de Novos Rumos, Expectativa e Première Latina.
Segundo a Agência Brasil, o filme Elza, Eryk Rocha, filho de Glauber Rocha, teve sua estreia mundial no festival e envolveu oito anos de filmagens com a cantora Elza Soares. O longa acompanha a trajetória dela a partir da própria voz, combinando memórias, música e imagens de arquivo.
Victor di Marco, melhor ator por London, filme que estreou no Festival de Veneza em setembro, falou sobre capacitismo. Contou que ouviu, no início da carreira, que não poderia atuar por não ter o “corpo de ator”, e que isso o levou a desenvolver uma técnica própria de interpretação.
Première Brasil (júri oficial)
- Melhor longa de ficção: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias
- Melhor documentário: Elza, de Eryk Rocha
- Melhor curta: Santo, de Maria Luísa Alves
- Direção de ficção: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas
- Direção de documentário: Camila Valença, por Cão Sem Plumas
- Melhor ator: Victor di Marco, por London
- Melhor atriz (ex aequo): Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês
- Ator coadjuvante: Pedro Goifman, por A Professora de Francês
- Atriz coadjuvante: Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por A Margem do Rio
- Roteiro: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins
- Montagem (ex aequo): Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por A Extraordinária Vida de Vera Valdez; e Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira
- Fotografia: Luciana Baseggio, por A Margem do Rio
- Direção de arte: Ana Paula Cardoso, por Funk
- Figurino: Samy Sill, por London
- Som: Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura, por A Margem do Rio
- Trilha sonora original: Florencia Di Concilio, por A Professora de Francês
- Prêmio Especial do Júri: O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite
- Voto popular, ficção: Vicentina Pede Desculpas; documentário: Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo
Mostra Novos Rumos
- Melhor longa: Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur
- Melhor curta: Ondas de Silêncio, de Caio J. Bonfim
- Direção: Thais Fujinaga, por Talismã
- Atriz: Nina Prado, por O Deserto de Luiza
- Ator: Pedro Leão, por Não Estamos Sonhando
- Prêmio Especial do Júri: elenco do curta Um Domingo, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque
- Voto popular, melhor longa: O Deserto de Luiza, de Alan Minas
Prêmio Felix
- Filme brasileiro: A Margem do Rio
- Filme internacional: Em Segredo (À voix basse), de Leyla Bouzid
- Documentário: Pai e Pai (Father, Father), de Jake Witzenfeld
- Prêmio Especial do Júri: Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian
- Menção honrosa: Elefantes na Névoa (Tinīharū), de Abinash Bikram Shah
Outros prêmios
- FIPRESCI (crítica internacional): LONDON, de Victor di Marco e Márcio Picoli (brasileiro), e Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (latino)
- Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira: Me Deixa Ser (Let Us Be), de Viviane D’Avilla; menção honrosa para 144 – Apocalipse Não, de João Paulo Cuenca
- Prêmio Suzy Capó, Personalidade do Ano: Rita Von Hunty (Guilherme Terreri)











