Com reação incrível, Cruzeiro bate Corinthians e leva a Libertadores Feminina. Foto Crédito: Gustavo Martins/Cruzeiro.
Equipe mineira vira sobre o Corinthians em final emocionante, decidida nos pênaltis,
em Quito, no Equador
Em uma noite inesquecível, o Cruzeiro derrotou o Corinthians no último sábado (31) e conquistou, pela primeira vez, o título da Libertadores da América feminina — logo em sua estreia na competição. A final, realizada no estádio Casablanca, em Quito, no Equador, foi palco de uma das viradas mais espetaculares do futebol feminino sul-americano.
No tempo normal, as Cabulosas buscaram o empate por 4 a 4 após estarem perdendo por 3 a 0, levando a decisão do título para os pênaltis, vencidos por 5 a 4. A goleira Camila defendeu a cobrança de Gi Fernandes, garantindo o troféu inédito para a equipe mineira.
Diferentemente da versão masculina, a Libertadores feminina é disputada inteiramente em uma mesma cidade. Em 2026, a sede foi o Equador, e o estádio Casablanca, em Quito, testemunhou uma final histórica.
O primeiro tempo, com amplo domínio do Timão, terminou com vitória parcial por 2 a 0, com ambos os gols marcados por Gabi Zanotti — o primeiro em uma cabeçada no contrapé de Camila e o segundo aproveitando erro na saída de bola da Raposa.
O início do segundo tempo não indicava reação das Cabulosas. Pelo contrário: logo aos três minutos, Vic Albuquerque apareceu livre para completar de primeira e marcar o terceiro das Brabas.
No entanto, o Cruzeiro começou a dar sinais de vida e, antes dos 10 minutos, já havia diminuído a desvantagem para 3 a 2, com gols de Byanca Brasil (artilheira da competição, com seis gols) e Vitória Calhau, cobrando pênalti.
Aos 22, Vic Albuquerque marcou pela segunda vez, novamente em um chute preciso, e pareceu dar ao Corinthians a margem necessária para respirar aliviado.
Porém, o Cruzeiro imprimiu nova carga, diminuindo com Ketlin, de cabeça, após cobrança de escanteio, e igualando o placar nos acréscimos, com Letícia, também de cabeça.
A reação já era histórica, mas o feito foi coroado na disputa por pênaltis. Após cada equipe desperdiçar duas cobranças chutando para fora, já nas batidas alternadas, Gi Fernandes chutou sem muita força e Camila defendeu, confirmando o título e levando toda a comissão técnica do Cruzeiro à loucura.
A equipe havia parado nas quartas de final do Brasileirão, eliminada pelo próprio Corinthians, e, com o título, assegurou nova participação no torneio continental em 2027.
Já o Timão, que viu a sequência de seis títulos brasileiros ser interrompida este ano com a derrota para o São Paulo na decisão, também parou em três troféus seguidos da Libertadores, marcando uma temporada de baixa para a equipe mais vencedora do futebol feminino do país.
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