Casa Minas estreia no SXSW 2026. Foto Divulgação Agência Minas.
A cidade de Austin está ganhando um sotaque ainda mais brasileiro neste mês de março. Durante o South by Southwest (SXSW) 2026, festival que toma conta da capital do Texas de 12 a 18 de março, duas casas oficiais transformam a cidade em vitrine da cultura e da criatividade do Brasil: a estreante Casa Minas e a já famosa SP House.
O SXSW — sigla em inglês para South by Southwest, algo como “Sul pelo Sudoeste” — é um dos maiores festivais urbanos do mundo, misturando conferências de tecnologia e inovação, shows de música, estreias de filmes e experiências imersivas espalhadas por dezenas de endereços no centro de Austin. Para o viajante, ele funciona como uma espécie de “carnaval criativo global”: ruas fechadas, filas em bares, palcos improvisados, filas em cinemas e uma multidão de gente de todo o planeta circulando entre painéis, shows e festas.
No meio desse turbilhão, a Casa Minas estreia como um porto seguro para quem quer viver Austin com um pé em Belo Horizonte. Localizada perto do complexo da Paramount, um dos pontos mais movimentados do festival, a casa tem capacidade para cerca de 400 pessoas e funciona entre 14 e 16 de março com programação que mistura música, dança, moda, audiovisual e gastronomia mineira. Por ali passam, por exemplo, o coletivo Lá da Favelinha, com apresentações de dança e desfiles de moda, um documentário sobre Milton Nascimento e performances de artistas visuais como Sérgio Iron.
A experiência também é guiada pelo paladar. Pela manhã, a chef Carol Fadel comanda cafés da manhã com pão de queijo, bolos caseiros e outras “quitandas” típicas. No almoço, o chef Yves Saliba apresenta pratos que reinterpretam a culinária mineira de forma contemporânea, acompanhados de degustações de queijos artesanais, cafés especiais, cachaças e vinhos produzidos no estado. O objetivo declarado é usar a hospitalidade mineira como estratégia de negócios: transformar a mesa e o afeto em ponto de partida para conversas sobre inovação, parcerias e internacionalização de empresas e projetos culturais de Minas Gerais.
A poucos quarteirões dali, na esquina da Congress Avenue com a 3rd Street, a SP House confirma São Paulo como presença fixa no mapa afetivo do SXSW. O espaço paulista, que funciona de 13 a 16 de março, ocupa cerca de 2.200 metros quadrados e comporta até 600 pessoas simultaneamente, com dois palcos de conteúdo, área para shows, instalações artísticas e estúdios para gravação de podcasts e programas em vídeo. Em 2026, a casa deve receber mais de 16 mil visitantes de mais de 60 países, com debates sobre tecnologia, cultura e cidades criativas, além de apresentações musicais brasileiras no fim do dia.
Para o turista brasileiro, essas duas casas funcionam como “embaixadas culturais” em plena Austin. É nelas que fica mais fácil ouvir português no meio da multidão, encontrar um café de Minas ou de São Paulo, ver artistas brasileiros no palco e participar de painéis em que o Brasil é protagonista. E mesmo quem não trabalha com tecnologia ou inovação pode aproveitar: a programação inclui desde rodas de conversa sobre cidades criativas e inclusão social até shows e experiências gastronômicas abertas a públicos variados.
Do ponto de vista da viagem, é importante lembrar que o SXSW 2026 acontece de 12 a 18 de março e lota hotéis, bares e ruas do centro de Austin. Quem pretende ir precisa planejar com antecedência: reservar hospedagem, garantir credenciais do festival — os “badges”, crachás que dão acesso aos eventos oficiais — e se preparar para caminhar muito entre um local e outro. A cidade oferece ônibus, bicicletas e patinetes elétricos, além de serviços de transporte por aplicativo, o que ajuda a contornar o trânsito pesado nos horários de pico.
Seja para quem viaja a trabalho, seja para quem quer unir turismo e cultura, a mensagem é clara: em março, Austin vira palco de uma grande celebração global da criatividade — e, em 2026, Minas Gerais e São Paulo garantem que esse palco tenha, cada vez mais, cara e sabor de Brasil.